• Bruno Gonçalves

Liderar não é saber tudo!

O título deste artigo pode parecer óbvio, mas leia de novo. Leu? Agora pense em quantos líderes você já teve que tinham essa noção de liderança. Talvez você já tenha pensado assim, como que sentindo a necessidade de ser o todo sábio perante a sua equipe. Será que essa necessidade e consequente busca por “saber de tudo” é realmente o melhor caminho para se tornar um líder eficiente?


Antes de tudo vale relembrarmos o mais puro conceito do que significa ser um líder. Segundo o dicionário Aurélio Online a palavra líder significa, entre outras coisas, alguém com a capacidade de influenciar pessoas. Se formos um pouco mais a fundo descobrimos que a palavra vem do celta e dá a entender uma pessoa que vai a frente, conduzindo a multidão, neste caso um potencial exército. Desta forma começamos a perceber que nem a definição e muito menos a etimologia dão a entender que um líder deve saber absolutamente tudo. Na verdade entendemos que a posição de chefia não define um líder mas sim sua capacidade de “ir a frente” e mostrar o caminho, por assim dizer, e sua capacidade de influenciar pessoas.


A Disney tem seus próprios métodos e conceitos de liderança, mas os exemplos da terra da magia que trago hoje são práticos e não teóricos. Veja o caso de Walt e Roy Disney, os irmão que fundaram a empresa que hoje atende por “The Walt Disney Company”. Walt era um gênio? Sim, sem sombra de dúvidas. No entanto ele não era um gênio absoluto, ele era o gênio criativo. Ninguém era melhor que ele quando se falava no desenvolvimento de novos projetos, novas animações, novos personagens, inovação e por aí vai. Por outro lado Roy Disney era o gênio financeiro. Sem Roy a Disney jamais teria chegado onde chegou, afinal ele foi o responsável por salvar a empresa financeiramente diversas vezes e também por levantar fundos para realizar os projetos do irmão.





Não é atoa que anos depois da morte dos dois irmãos a Disney apostou novamente nesta fórmula: criativo + financeiro. Em 1984 Michael Eisner e Frank Wells assumiram como CEO e Presidente da empresa, respectivamente. Michael era o cara criativo que borbulhava ideias e Frank era o comercial, que via claramente os rumos que a empresa devia tomar, bem como sabia administrar e fazer as ideias de Eisner saírem do papel. Sob tal liderança surgiram os clássicos Aladim, Bela e a Fera e Pequena Sereia. Além disso a parceria resultou em inúmeras mudanças, para melhor, nos parques da Disney pelo mundo e no surgimento de uma linha de cruzeiros própria.





Estes dois exemplos deixam claro a capacidade de líderes eficazes de entenderem onde não são bons, de reconhecerem o que sabem mas principalmente o que não sabem. Líderes podem sim ter colíderes e devem trabalhar de forma complementar, inclusive setando o exemplo para seus times de como trabalhar em equipes.

Não se engane! Isso não torna o fardo da liderança mais leve, mas certamente o deixa como deve ser, mais HUMANO!

oi sumido (A) ...

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